domingo, outubro 31, 2004

Ivete LE-VAN-TOU Poeiraaaaaaaa

Se eu não te amasse tanto assim:
Não levantava poeira desse jeito
Não dançava o reggae com preceito
Não andava de carro velho todo o dia
Não levava de ladinho a alegria
Não me portava como se fosse flor
Não te dava a lua que eu te dei, amor
Não me dava uma levada louca para dançar
Nem tua beleza rara me fazia amar
Não te comprimentava com um "Alô Paixão"
Nem dizia "hoje sou feliz e canto coração"
Quando te vejo, não me dava um arêrê
Nem desejava estar somente eu e você.
Por isso digo que foi culpa da Lua
A sua música me deixar de alma nua.

Faz tempo que eu não dançava e cantava como ontem.
Obrigado Ivete!

quinta-feira, outubro 28, 2004

Special!

Que as trocas,imprecisões e outras coisas tais , não te impeçam de continuar a deitar cá para fora todas estas torrentes de palavras que tanto gosto de ler.
Se reparares, quando falas do que gostas ou do que sentes e não do que foste obrigada a interiorizar não há imprecisões nem vocabulário que te detenham!!
Continua assim, a rir das coisas más olhando para as coisas boas que aí vêm!
Mom
Porque estas letrinhas me põem feliz
Porque não há texto mais especial para mim
Porque que és mais que mãe
Porque não prescindo de ti para nada
E... porque tás sempre lá... seja para ouvires as minhas histórias ao fim do dia, para me fazeres ver as coisas como elas são, para me levantares quando caio, ou ainda para me picares de maneira a fazer-me agir, lutar e sorrir.

AH! e ainda porque parti o jarro que tu adoras! (LOL isto é a brincar)



quarta-feira, outubro 27, 2004

10 things I hate about you

I hate the way you talk to me,
and the way you cut your hair.
I hate the way you drive my car,
I hate it when you stare.
I hate your big dumb combat boots
and the way you read my mind.
I hate you so much it makes me sick,
it even makes me rhyme.
I hate the way youre always right,
I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh,
even worse when you make me cry.
I hate it when youre not around,
and the fact that you didnt call.
But mostly I hate the way
I dont hate you,
not even close
not even a little bit
not even at all.

sábado, outubro 23, 2004

A 1ª ao meu ritmo!

Dizes que o tempo nos leva ao mal,
Achas que a beleza 'tá perdida,
A tua vida não tem sal,
A tua alma algures ficou sumida.
Dizes que a vida não tem cor.
P'ra ti o fim é sempre solução.
Abre os olhos vê o amor,
Sente as coisas com o coração.

Não, não falo só por falar,
Nem te quero sozinha mudar,
Mas é que p'ra viver há outras maneiras.
Muda os Jogos, Muda as brincadeiras.

Agora:
Corre, abre os olhos, experimenta o mundo, faz suor,
Guia a tua vida sem distracções e com amor,
Agarra o tempo, esquece a mágoa, esquece o rancor,
Corre ainda mais, a tua vida é bem melhor!


Consegues virar as costas aos tormentos,
Consegues ignorar um furacão.
Invejo-te nesses momentos,
Mas privas-te por qualquer razão.
Sei que sou o teu oitenta
E que corro por tudo e por nada,
Mas a rotina me atormenta
E p'ra mim viver não é 'tar parada.

Sei, que nao sou exemplo para ti,
Mas porquê ficar aqui?
É que há tanto sítio para onde ir.
Goza a vida e fica-te a rir.

Agora:
Corre, abre os olhos, experimenta o mundo, faz suor,
Guia a tua vida sem distracções e com amor,
Agarra o tempo, esquece a mágoa, esquece o rancor,
Corre ainda mais, a tua vida é bem melhor!


Vem viver!
Morrer é p'ra amanha
Arrisca-te a perder
Faz como a Eva, e morde a maçã!


Agora:
Corre, abre os olhos, experimenta o mundo, faz suor,
Guia a tua vida sem distracções e com amor,
Agarra o tempo, esquece a mágoa, esquece o rancor,
Corre ainda mais, a tua vida é bem melhor!



P.S. – Não, não te esqueço, e como prova disso "A 1ª ao meu ritmo!" fica aqui oficialmente dedicada a ti Tio! Não é nada ao teu nível, e ao nível das músicas que aprecias, mas é com carinho ;)

quarta-feira, outubro 13, 2004

Mudança [Escola ---> Faculdade]

Antes de Lloret poucas vezes te via na escola. Ou eras o rapaz que tinha um gorro garrido que nao deixava ver a cara (e que te ficava horrível), ou o rapaz da T-shirt amarela que até era engraçadinho, ou ainda mais um dos rapazes do grupinho da sala de Estudo. Lloret passou, e aí parecia que só te via a ti na escola, mas ainda não havia nada que te simbolizasse.
Agora já na Faculdade, praticamente não te vejo, mas és muito mais do que quando tavas bem perto (e eu nem sequer te via). És o "minino", o que saaaabe bem, o morenaço da morenaça, o rapaz de Belém, o meu Verão, o minino por quem já não há sentimentos mas há momentos.
Por isso, e porque os momentos valem ouro, tu és a aliança entre mim e as coisas boas. Já não espero por ti, já muito poucas vezes vejo o teu sorriso ou tenho o teu apoio para o que preciso, como escrevi á tempos na canção*... Mas uma coisa permanecerá: nunca te vou esquecer.
Para o morenaço da morenaça que falhou mas que também foi especial, muito.

* Postado a 1/06/2004 (excerto do final)

Abafaste o medo
Com o teu sorriso,
Com o teu apoio
Para o que preciso.

Eu espero aqui
Só para te ver.
Eu espero por ti
Nunca te vou esquecer.
Quem sempre me sorri
Irá permanecer,
A ti não vou esquecer

quinta-feira, setembro 23, 2004

O meu baptismo

Local: Praia da Cruz Quebrada (onde desagua o poluído rio do Jamor)
Padrinho: Zé
Água benta = mistura mal cheirosa com vinagre, maionese, molho de tomate...
Hora: Cerca das 17h da tarde


segunda-feira, setembro 13, 2004

Gavetas!

Gavetas. Dito assim normalmente parece uma palavra simples, com um único significado, mas ao reflectir melhor, apercebo-me que é das palavras mais simbólicas e mais confusas. Basta conciliar esta palavra com a palavra amor. Temos logo tudo explicado
Começa tudo pela primeira gaveta que abrimos, a partir daí roda tudo á volta das nossas gavetas. Começamos por descobrir como abrir as gavetas de outras pessoas.
Um dia arrependemo-nos e queremos fechar certas gavetas. Assim, o abrir e fechar gavetas levam a outras confusas situações:
  • Forçar gavetas (não o façam pois elas nunca abrem com força, é preciso jeitinho ou a chave)
  • Cair-nos o armário em cima (aí temos de levantar o armário e tentar abrir a gaveta mas sem cometer os mesmos erros).
  • Confundir gavetas (Isso é tramado... lembrem-se sempre que não devem pôr "as meias na gaveta das cuecas e vice-versa". Pensem e vejam como as coisas devem ficar arrumadas.)
  • Encostar uma gaveta (Abrir uma gaveta quando se quer e apetece não é bom, as gavetas não são uma lata de coca-cola.)
  • Abrir uma gaveta e descobrir que não há nada lá dentro (Acontece... mais vale fechá-la de vez)

Resumindo: As gavetas são como a matemática. Ao Início é 1+1=2, mas depois transformam-se em problemas difíceis de resolver (x+§+ Y/2 = Φ) :)

domingo, setembro 12, 2004

CANDIDATURA AO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO - COLOCAÇÕES 2004
MARIANA FERREIRA VAZ DA COSTA

Colocada

Universidade Técnica de Lisboa - Faculdade de Motricidade Humana LISBOA
Gestão do Desporto Licenciatura


P.S. Animem-se os sócios do Sporting, porque, a seguir a isto, o próximo passo é ser Presidente da SAD :D

quinta-feira, setembro 09, 2004

O Verão que se vai... As saudades que ficam! (Agosto/Setembro)

Agosto, calor infernal, e eu ainda estava branquinha. Lá fui eu e a minha mãe para a praia para ver se nos bronzeávamos um bocado. Ela a preparar-se para o Brasil, e eu a preparar-me para o Algarve.
Veio o Dave Clarke e levou aos poucos a "paixaum", veio o Dave Clarke e levou a casa do Algarve. Levou coisas a mais, e só me trouxe reboliços. No entanto não me devastou por completo: levou a "paixaum", ficou a amizade, levou a casa do Algarve, ficou outra no seu Lugar.
Quando dei por mim tinha deixado Lisboa à uns minutos, e rumava a Porches (Armação de Pêra) pronta para uma grande semana de férias. Se fosse para a Lua, daquela semana levava: os jogos de cartas até ás tantas, os serões a ver filmes e a explica-los à Rita de 5 em 5 minutos, as sessões a comer Chocapic, as conversas com a Rita em que ou falávamos mal ou dizíamos parvoíces de pôr a outra a chorar de rir, as noites em Armação de Pêra e na "Kadoc", as longas (bem longas) caminhadas até à praia que eram acompanhadas pela "Rádio Algarve" (sempre em directo e com boa música), e as centenas e centenas de gargalhadas. Como não vou para Lua nem dava para levar estas coisas, resta-me ficar aqui a ver as fotos dessa semana.
Rebenta Setembro sem dar por isso, e logo com momentos esplendorosos para ficar na memória: a Inês quase a bater no carro da Rita com a sua brutidão a fazer marcha atrás, os enganos da Rita quando conduz, a noite a ver o "The Ring" com as Loiraças sem perceberem nada do filme, e a tarde em Sintra com a melhor visão de Lisboa, a "visão do Calhau".
Com tanta recordação e com o coração já cheio de saudades só desejo mesmo é que, tal como chegou mais cedo do o previsto, o Verão se vá mais tarde do que o habitual. =)

O Verão que se vai... As saudades que ficam! (Julho)

Depois destas emoções todas, só mesmo a entrada em Julho com uma semana em Aveiro para descansar e matar saudades dos avós. Entre idas ao cinema, cozinhados com a avó e a Argentina, e conversas com o avô, passou-se uma semana, que só pareceu longa por ter o coração apertado de tantas saudades do meu "jardim zoológico" de estimação.
Julho passou a correr, com a chegadas das notas dos exames, com a 2ª fase feita no relaxe, com as tardes e noites com a minha “paixaum”, e com as sessões de karaoke no bar e no "excepto". No entanto, mesmo tendo sido um mês que passou rápido, de Julho ficam grandes lembranças: As melhores tardes a estudar matemática, as muitas músicas pimbas que cantei, as noites em Santos que acabavam no "pão com chouriço" a jogar ao Stop, e os melhores momentos com o Sá na praceta, em Belém, ou na Praia.

quarta-feira, setembro 08, 2004

O Verão que se vai... As saudades que ficam! (Junho)

O Verão está-se a ir, e o coração a aperta, ao lembrar-me de todos os momentos deste Verão, que para mim começou dia 5 de Julho, e que foi bem turbulento.
Dia 5, mais ou menos 15h da tarde, entro num recinto novidade, e sem saber inicio o meu Verão. Esperavam-me vários excelentes artistas, grandes “deejays”, e um grupinho de capoeira que adorei! Esperavam-me os saltos, as músicas, os abanos, a minha "paixaum", a terra nos olhos, os cantores do meu gueto (Black Eyed Peas), o playback da Britney, e o rei dos reis da música tecno: Carl Cox. Rock in Rio – Lisboa foi sem dúvida um bom empurrão para o meu Verão.
Logo de seguida, e com muitos dias de empenho, veio a festa de anos surpresa de uma das Loiraças, organizada aqui pela Morenaça. Bela noite, comigo a derramar uma travessa de feijão preto quente, por cima de um amigo, com a Loiraça Inês feliz da vida, com a Loiraça Ritinha e eu a ganharmos um jantar (por uma aposta), e com os Morenaços e o Mulato a cantarem os hinos do Sporting na parte de trás do carro.
De repente já era dia 14 de Junho, tinha chegado a época mais atribulada e mais expectante de um (ou três) ano escolar: as 3 semanas de exames nacionais (1ª fase). Português, Sociologia e Matemática numa semana só para me abanarem, e IDES e História, um em cada semana para ser mais suave. Pelo meio, um grande Domingo passado em Coimbra (27 de Junho, dia de anos da minha bisavó) com aquela "velhota" a surpreender (mais uma vez) tudo e todos com a sua força e alegria. Uma boa festa, com muita família à mistura.
Não podia deixar de incluir neste Verão os jogos sofridos do Euro, e das comemorações no Marquês de Pombal. Foram muitos nervos, muitas unhas roídas, muitos berros (uns mais próprios que outros), muitos saltos de alegria, muitos hinos cantados, muitos sorrisos na rua, muitos beijos de comemoração. Tocou cá dentro, a selecção conseguiu mexer com o meu (e não só) sistema nervoso cá de uma maneira! Ah! Mas não chorei na final do campeonato :P em vez disso, fui mais uma vez para a rua, pois Portugal merecia (e precisava) festejar.

sábado, julho 31, 2004


Alguns Jogadores da Bola =) Posted by Hello

Adoro-te!

Os teus doces e quentes beijos
são os anjos da guarda do meu coração,
Que realizam os meus desejos
e enundam tudo de paixão.

O teu olhar é um momento
em que mais nada acontece,
em que se revela o sentimento,
em que tudo permanece.

A calma e a despreocupação
das tuas palavras de carinho
fazem-me dizer, sem qualquer razão,
que te adoro, bem baixinho =)

sexta-feira, julho 30, 2004

"Jogador da Bola" num estádio perto de si!

Não há cromo mais interessante que o verdadeiro Jogador da Bola. Não falo de craques que fazem fintas lindíssimas, que defendem a grande área como guerreiros, ou que marcam golos do outro mundo.  Falo daqueles jogadores que se mostram de mais e fazem de menos.
Têm como características: serem vaidosos (cada vez que compram roupa nova tentam mostrá-la ao máximo, exibem as suas tatuagens e os seus penteados novos), serem exibicionistas (antes de marcarem golo pousam para a fotografia), terem a mania que são garanhões (aparecem com uma rapariga nova todas as semanas), dizerem piadas sem graça nenhuma, falarem, falarem e não dizerem nada, irem a todas as festas, darem "shows" completamente bêbados, e espetarem-se com o carro uma data de vezes...
Muitos jogam num clube regional, e só mesmo as pessoas da aldeia em que moram é que os conhecem, outros jogam nos grandes clubes nacionais e constroem grandes telenovelas à sua volta. Para mim um grande exemplo de um Jogador da Bola é sem dúvida o Jardel, mas há muitos outros.
O Jogador da Bola é assim, e sem dúvida alguma, um bicho curioso (muito mais que a mulher e um pouco menos que aquele outro cromo designado de "VIP"). Agora que estão quase a recomeçar os campeonatos de Futebol é certo que vão aparecer muitos Jogadores da Bola, e nós cá estamos para desfrutarmos das suas "cromices".
Venham Eles!

domingo, julho 18, 2004

Saiem pensamentos,
Uns absurdos, outros não...
Saiem sentimentos
Em forma de palavras do coração
 
Saiem pura e simplesmente,
O que por vezes é defeito,
Mas são abafadas por todas as
Outras, em que tudo sai perfeito
 
É o meu espirito que se solta
E que dá asas á imaginação,
E é tão bom ter de volta
As vossas palavras de motivação

 
[Obrigado a todos os "comments"... Gostei! Gostei!  =D   ]

quarta-feira, julho 14, 2004

Imprecisão do vocabulário...

Troco as ideias, não me exprimo bem, não sei usar o vocabulário correctamente, ponho sinóminos mas que em certas frases não se encaixam.
Com isto tudo, quero eu ser jornalista, se nem um texto de 150 consigo construir correctamente. Sinto-me cheia de ideias, cheia de matéria, cheia de cultura, mas as coisas nao saiem.
Era tão fácil abrir a cabeça, tirar as ideias, colá-las num papel com super-cola, e pegar numa máquina que as organizasse, e num passo de mágica construir frases lindas, baseadas em tudo o que penso.
Por vezes é frustrante, sentir tudo cá dentro cheio, mas não conseguir deitar cá para fora. Bloqueio, engasgo-me, atrapalho-me, confundo... e no final tenho como resposta:
- Que é que disseste?
A vontade que tenho nesses momentos é muito pouco correcta e nada virtuosa: pôr os dedos á boca e vomitar palavras, frases, ideias, pensamentos e sentimentos.
Até os sentimentos, até esses eu confundo. Confundo-os cá dentro, o que já é mau. Quando é para os transmitir então, é o descalabro.
Por fim, a minha objectividade não está em alta, vou buscar critérios supérfulos, em vez de ir ao centro da questão.
Depois de tanta lamentação num texto, só posso mesmo dar uma gargalhada. Nada como rir das coisas más, e ir para o próximo exame de Português com alma nova, mas consciente dos meus erros (para não os repetir) ;)

domingo, julho 11, 2004

mais um poema...

Basta um dia
Para já não te esquecer,
Uma noite
Para enlouquecer,
A chuva
Para me entristecer,
O Sol
Para lutar,
Um momento
Para te eternizar,
Um pensamento
Para te relembrar,
Bastas TU
Para me apaixonar.

sábado, julho 10, 2004

Aveiro!

Terra de peixe... terra de vento constante... em Aveiro são poucas as ondas de calor que cortam o vento. Caracterizada pelas salinas e pelos moliceiros, apresenta-se bonita e modesta. Prédios novos na Avenida só mesmo o centro comercial... até a nova estação vai ficar tapada pela velha, para que prevaleça o antigo. Até o chão da Avenida é diferente... nada de alcatrão... não sei bem explicar, mas é feito de pedregulhos grandes e pretos, como uma calçada mas para carros. A calçada, essa é feita de desenhos, alternando-se as pedras brancas com as pretas.
Aveiro é uma terra bonita, arejada, limpa e agradável. Tem alguns senãos: Os carros não param nas passadeiras, "quem pára não é de Aveiro", e as pessoas olham muito. Uso uma camisola que mostra os ombros e a barriga, e logo 3 ou 4 carros apitam, e todas as senhoras de mais idade olham-me descaradamente com sentido de desaprovação. Em Lisboa não sinto, as pessoas não se olham muito, principalmente no centro da cidade. Olhamos uns para os outros sim, mas não tão descaradamente, e não tão constantemente.
Uma coisa engraçada, (que eu gosto) que se passa com a minha mãe (que é de Aveiro), e que certamente não se vai passar comigo (que sou de Lisboa), é que ela ao chegar à sua terra sabe o que se passa com todos os amigos dela, e facilmente os encontra na rua, numa loja, ou á noite num bar. Basta-lhe estar com alguém que "andou na turma" dela, para ficar a saber que "o seu (em tempos) melhor amigo casou com aquela rapariga mais nova que era da turma daquele rapaz muito bonito que punha música na rádio da escola".
Certamente daqui a alguns anos, encontro um amigo meu na rua e tanto eu como ele só vamos falar de nós, e porque não saberemos de mais nenhum amigo do passado. Parece que em Aveiro as pessoas estão todas interligadas, e é fácil saber noticias de alguém, sem qualquer esforço. Talvez agora me tenha conseguido exprimir bem... sem ninguém se atirar a mim como uma loba a defender a sua cria (AVEIRO).

sexta-feira, julho 02, 2004

PORTUGAL!

"Marry queres vir festejar conosco?"
Foi esta mensagem que me fez ir para o Marquês de Pombal festejar a grande vitória de Portugal sobre a Holanda, de 2 a 1.
Pendurada na janela do carro em Santos a gritar "PORTUGAL ALLEZ", rodeada de amigos (e de centenas de carros).
Depois de muito procurar, lá encontrámos um lugar para parar o carro, cá em baixo ao pé do chiado.
Já passava da meia-noite, estava eu a subir a Avenida da Liberdade. Indiscritivel a imagem que tive. Olhando lá para cima para a rotunda do Marquês via-se uma onda vermelha e verde. O barulho esse era estrondoso, mil berros, mil músicas entravam no meu ouvido de cada vez. Subir toda a avenida no meio de tantas pessoas não custava assim tanto. Toda aquela alegria humana dava força e vontade a qualquer um. Percebi nessa altura porque os jogadores ficam com tanta energia quando vêem o imenso apoio nacional. É sem dúvida maravilhoso. Cantei o hino nacional de frente para a estátua do homem que reconstruiu Lisboa. A mesma Lisboa que nessa noite (30/6/2004)se vestiu e se pintou das cores da bandeira, e se uniu como nunca para festejar a vitória de Portugal.
Obrigado aos jogadores por nos terem dado tamanha alegria. Corram só mais 90 minutos e ganhem só mais este jogo... que Portugal correrá o resto da noite por vocês. =D

terça-feira, junho 29, 2004

Saudades

O tempo passa, tudo muda,
Até mesmo as amizades.
E quando penso nisso,
Eternizo as saudades.

André!
Dezembro
Mês da separação.
8, dia cruel,
que não foi fiel
a qualquer coração,
que ainda hoje
não te esquece.
Risada que permanece,
Que tanta vez quis calar,
Mas que agora quero ouvir,
Porque não a quero deixar
Perdida no tempo.
Momentos? Tantos e tão bons.
Promessas? Que não consigo cumprir,
Mas que não consigo quebrar.
Desejo? Ver-te sorrir.
Medo? De chorar.
Saudade? Palavra gasta,
Que já nao define
Nenhum sentimento
Que possa surgir
Num pensamento
Relacionado contigo.
Tu? Amigo, amigo, amigo.

Só podias ser Tu o primeiro
de todos os que vou falar,
pois foste Tu o primeiro
que por saudade me fez chorar.
Saudades de momentos,
Saudades de Ti,
Saudades de tudo,
Até das lágrimas que já perdi.
Ruben serás sempre o sinónimo
Da saudade que há em mim,
Pois foste tu que me ensinaste
a sentir-me assim...